Últimos comentários

Nenhum comentário

Calendário

Fevereiro 2012
DomSegTerQuaQuiSexSab
 << < > >>
   1234
567891011
12131415161718
19202122232425
26272829   

Quem está conectado?

Membro: 0
Visitante: 1

Anúncio

Palavras-chave (tags)

Não há tags neste Blogs

rss Sindicação

Arquivos

Links

     

    Até Que O Sexo Nos Separe

    20 Nov 2008 - 17:03:02

    Capítulo Nove - O Dobro Ou Nada

    Tá legal, quer um conselho sobre mulheres? Nunca as provoque se não for agüentar o tranco. Somos, muitas vezes, movidas e motivadas pela raiva e sede de vingança contra o sexo masculino. Quem pensa que somos mais vingativas contra nosso próprio sexo está enganado, pois ocorre na mesma proporção.

    Conhece "empolgação masculina seguida de fracasso absoluto"? Não? Vai conhecer agora.

    Os meninos ficaram tão empolgados porque conseguiram empatar com a gente ficando no 3 x 3 que pediram uma comemoração (que ousadia!). Pois bem, aceitamos. Saímos para comer em uma picanharia e, acredite, estavam nada mais nada menos que o Artur, o André, o Filipe, o Fabiano, o Rodrigo, a Cintia, a Vitória, a Marcela e, claro, eu.

    - Meninas, o que vocês acharam da nossa comemoração? Em homenagem ao nosso empate muito merecido. Concordam? - brincou Fabiano (mal sabia ele..)

    - Sim, sim! - disse Vitória acendendo um cigarro e sorrindo. - Concordamos, é claro. Foi merecido mesmo. Os tópicos usados acabaram mesmo com a gente. Não esperávamos.

    - O que é isso? Elas estão admitindo? Vamos comemorar isso também! Quem ganhar esta noite fica com dois pontos e não apenas um. O que acham? - perguntou Filipe.

    - Na verdade não achamos muito legal, não. - disse Marcela. - Eu esperava mais de você, Filipe.

    - Como assim, Marcela? - perguntou Artur.

    - O dobro ou nada! Quem ganhar sai com seis pontos contra os três do perdedor. - Cintia levantou as sobrancelhas e sorriu.

    - Não sei, não. Isso não está cheirando bem. - disse Rodrigo.

    - Meninas, eles estão amarelando! - eu disse. - Vocês estão vendo isso?

    - Estamos. É patético, não é? - respondeu Vitória.

    - O que o medo de perder três pontos não faz com as pessoas. - completou Cintia.

    - Olha a carinha de assustados deles. - riu Marcela.

    - Esperem. Nunca dissemos que não topávamos. - disse André.

    - Estamos dentro. Que comecem os jogos! - desafiou Fabiano.

    - Mas estejam prontas para perder, porque vamos abordar tópicos que vão acabar com vocês. - avisou Rodrigo.

    - Nós vamos arriscar. Esperamos que vocês também estejam prontos para perder, porque além de rebater todos os seus tópicos também vamos colocar alguns que vão destruir vocês. - retrucou Marcela.

    - Estão muito confiantes, mas tudo bem, quando fizemos nosso primeiro ponto elas também estavam e quem levou a melhor, obviamente, fomos nós. - disse Artur.


    - Chega de conversinha fiada. Podemos começar? - indagou Filipe.

    - Fiquem a vontade. Sintam-se nas nuvens. - respondeu a Cintia. - Mas cuidado .. vocês podem cair lá de cima.

    Neste momento o garçom chegou trazendo as cervejas, muita picanha e uma água com gás e limão para a Cintia, como sempre.

    - Ok então, falemos sobre quando vocês estão com cara de bunda, perguntamos o que vocês têm e vocês respondem "nada!", mas sempre tem algum motivo e nós é que pagamos o pato. - sugeriu André.

    - Ótima idéia, André! - eu respondi.

    - Hum ... - Vitória tomou um gole de cerveja e continuou. - ... eu concordo! Escolheram o ponto perfeito para começarmos. Nossas "caras de bunda em certos momentos".

    - Eu também concordo. - disse Rodrigo. - Vocês fazem aquela cara de bravas e chateadas ao mesmo tempo e nós, super compreensivos, vamos perguntar o que aconteceu ... o que vocês têm ... o que podemos fazer para vocês melhorarem.

    - E vocês sempre nos dão patadas. Primeiro dizem que está tudo bem, daí quando insistimos vocês ficam nervosinhas e começam a descontar na gente e gritar que estamos enchendo o saco. - ajudou Filipe.

    - Terminaram? - eu perguntei, sorrindo e pegando um pedaço de picanha.

    - Talvez. - respondeu Fabiano.

    - Ótimo! Meninas ... por favor. - eu disse.

    - Obrigada, Anne. - respondeu Marcela. - Sabe qual é a parte mais engraçada disso tudo? É que normalmente apenas queremos ficar SO-ZI-NHAS. Ou seja, quando vocês perguntam o que temos, respondemos corretamente: nada!

    - Não temos nada. - continuou a Vitória. - Não queremos nada, não precisamos de nada, não estamos pedindo nada. Nada.

    - Mas vocês insistem em querer ficar perguntando, que nem vitrolas riscadas, o que temos e o que queremos. Consequentemente, é óbvio que ficamos irritadas. Ou vocês vão nos dizer que quando ficamos perguntando algo quinhentas vezes para vocês isso não lhes deixa nervosos? - perguntou Cintia.

    - É ... o argumento foi bom. - entregou-se Artur. - Alguém tem algum ponto para contradizê-las? - Como ninguém disse nada, ele continuou, relutante - Ganharam o primeiro ponto de discussão. Próximo tópico.

    - Nossa vez de escolher. - empolgou-se Vitória.

    - Meu Deus, lá vem bomba! Olha a animação com que a Vitória falou. Lá vem problema. - preveniu Artur.

    - Querem saber ... escolham vocês. - disse  Marcela.

    - Ok, então. Falar durante os comerciais. - jogou André.

    - Boa, André. Quando elas estão vendo a novelinha delas, a gente não pode abrir a boca, mas sempre que estamos assistindo alguma coisa que realmente nos interessa como futebol ou algum filme, elas querem ficar conversando, falando sobre o dia que tiveram, planos futuros, entre outras coisas. - acusou Filipe.

    - Isso quando não resolvem querer discutir a relação! - acrescentou Fabiano e todos os homens concordaram.

    - Olha só, nem precisamos fazer nada. - eu disse.

    - Eles já se mataram sozinhos. Vocês próprios já se denunciaram. - completou Cintia.

    - Como assim? Só falamos a verdade. Vocês nunca podem falar durante os comerciais, sempre querem conversar durante o programa que estamos assistindo. - explicou Rodrigo.

    - Pois é, mas o Filipe começou dizendo tudo! Quando nós queremos ver a nossa ... novelinha ... vocês têm que ficar quietos e nós ficamos falando durante o programa de vocês. - disse Marcela.

    - Exato! E não é isso que acontece? - perguntou André.

    - Sim, é isso mesmo. Trata-se de uma coisa muito gostosa chamada "vingança". Parem para reparar quantas vezes estamos assistindo a nossa ... novelinha ... e vocês querem falar sobre o dia de vocês, sobre o que querem fazer futuramente, sobre um carro que vocês viram na rua, sobre para onde mandar os filhos estudarem quando crescerem ... – agora sim ela apelou - ... sobre uma "gelada com os amigos na sexta a noite", e por aí vai. - disse Vitória.

    - Engraçado que são os mesmos assuntos que nós "adoramos" falar com vocês durante os clássicos de futebol. - ironizou Marcela.

    - Vocês falam de nós, mas fazem exatamente igual e antes de nós. - disse Cintia.

    - Isso quando não resolvem "discutir a relação" ... sexual. Ficar falando que quer isso, que quer aquilo, que precisa daquilo outro, que num sei o que e num sei o que lá ... Enfim, sexo, sexo, sexo, sexo, sexo e ... sexo. - completou Marcela.

    Nós, meninas, ficamos um pouco quietas e aproveitamos (novamente) que eles ficaram boquiabertos e sem ter o que responder e comemos mais carne e bebemos um pouco mais, para aliviar a garganta para o próximo ponto. Sabe, estávamos nos refazendo.

    - Ganharam outra. - admitiu Rodrigo. - Só mais uma tentativa. Choro. O choro de vocês é sempre chantagem.

    - É isso aí. Retruquem essa agora. - desafiou André.

    - Sempre que vocês querem algo e não conseguem com a conversa, vocês começam a chorar. Isso é chantagem e é ridículo. - completou Fabiano.

    - Concordamos. - respondeu Vitória. - Levando-se em consideração que quando vocês querem alguma coisa vocês vêm fazendo cara de bobos, vozinha de criança e fazendo inúmeras coisas que vocês nunca fazem (e não precisamos que façam) como abrir a porta do carro, abrir as latas em conserva, fazer massagens de forma errada e nos lugares errados ...

    - ... para depois pedir o que realmente querem. Acho que vamos fazer igual a vocês das próximas vezes. - eu disse.

    - É, vivendo e aprendendo. Boa idéia, meninos. Daqui para frente, nada de choros e manhas, vamos é prestar favores inúteis e indesejados e depois pedir o que queremos. Perfeito! Não requer prática nem tão pouco habilidade. - disse Marcela.

    - E caso não dê certo ... - riu Cintia.

    - Greve! - dissemos todas juntas.

    - Vocês são verdadeiros gênios. - finalizou Marcela.

    - Ok! Ok! - gritou Filipe. - Hoje realmente está difícil. Não tem argumento nosso que vocês não transformem em argumento de vocês.

    - Isso é covardia! - revoltou-se Artur.

    - Não! Covardia é vocês estarem em cinco homens, nós em quatro mulheres e vocês quererem ganhar pontos as nossas custas. - eu retruquei.

    - Mais algum tópico a ser tratado? - sorriu Marcela.

    - Não. - disse Rodrigo de cara amarrada. - Daqui pra frente, até o final da noite, vamos apenas comer, beber e conversar sobre assuntos diversos e sem competir, ok?!

    Todos concordamos e então a Cintia não se agüentou:


    - Meninas, isso quer dizer ...

    - 6 x 3 a favor da mulherada e contra o sexo ... frágil. - respondeu Marcela.

    - E é assim que se acaba com cinco homens convencidos e teimosos! - disse Vitória enquanto brindávamos.

    Estão vendo? E é assim mesmo que se acaba com o sexo frágil! Boa sorte da próxima vez! Enquanto isso ... 6 x 3 para a mulherada!
    Admin · 5 vistos · 0 comentários

    Link permanente para o artigo completo

    http://merylmedford.overblogger.com/atequeosexonossepare-b2/Capitulo-Nove-O-Dobro-Ou-Nada-b2-p10.htm

    Comentários

    Este artigo ainda não tem Comentário ...


    Deixe um comentário

    Estado dos novos comentários: Publicado





    Sua URL será visualizada.

     
    Entre com o código contido nas imagens


    Texto do comentário

    Opções
       (Salvar o nome, email e a url em cookies.)