Capítulo Três - Hora da VIngança
Existem inúmeros emails escritos (em sua maioria) por homens e circulando por aí dizendo que as mulheres são complicadas, não sabem o que querem, que são confusas e que são isso e que são aquilo, para os homens não se preocuparem, pois nem mesmo elas mesmas se entendem. HÁ!!!! Até parece ..
Nos entendemos tão bem que concordamos (98%) em quase tudo, inclusive que estes emails são absurdos. Ué, querem saber o que queremos? Nos perguntem! Não dói, não custa nada, não arranca pedaço e não vai lhes fazer perder nenhum ponto. Algo tão simples que os homens têm tanto medo de fazer: perguntar!
Mas não, eles sempre querem adivinhar o que queremos, o que precisamos, o que estamos afim de fazer. Que erro! Erro enorme!
Bom, mas se nem eles mesmo sabem o querem, como vão deduzir (sem nenhuma base) o que nós queremos?
Estávamos discutindo isso na minha área de trabalho (onde todos vão exercitar o que aprenderam nas aulas do curso de MT - Mata Trampo - realizado há algum tempo atrás pelo no ambiente de trabalho da TI) eu, Vitória, Marcela, Cintia, Artur, Cauã, Filipe e Rodrigo.
- Ah, mas claro que deduzimos. Temos base nas experiências anteriores. - disse Rodrigo.
- Mas que "experiências anteriores"? - perguntou Marcela.
- Ué, de quando o mesmo fato, ou semelhante, ocorreu em algum lugar do passado. Por exemplo, a TPM de vocês. Acontece todo santo mês, no mesmo santo período e vocês têm as mesmas santas reações. - respondeu Artur.
- E que reações são essas? - Zombou Vitória.
- Chatice, estar grudenta, de mau humor, irritante, chorando por tudo. Essas coisas. - disse Cauã.
- Você deve ter bastante experiência nisso, Cauã. Quantas garotas você já viu durante dois meses para reconhecer esses sintomas tão óbvios que vocês dizem? - eu perguntei.
- Mas é algo óbvio mesmo. - começou Filipe. - Se não querem sair, não querem ver filmes em casa, não querer ficar namorando, não querem transar, não querem nada ... o que querem? Encher o saco!
- Pelo menos temos algo em que nos apoiar e uma boa desculpa para estarmos em estados deploráveis: a TPM. E vocês que ficam com TPM do nada, por nada, com nada e em momentos absolutamente inoportunos. Expliquem este fato. - pediu Marcela.
- Estamos dando o troco. É a "Hora da Vingança". Se vocês podem, por que nós não podemos? - respondeu Cauã.
- Ah é?! Ótimo saber disso, pois no futuro sabemos que enquanto vocês estiverem com crise de identidade, tristinhos, choramingando pelos cantos e precisando de carinho quer dizer é uma "hora da vingança" e podemos mandá-los para o inferno sem culpa nenhuma. Obrigada pela informação, agora queremos ver vocês virem pedir carinho... vocês verão o que vão receber. - disse Cintia.
- Minha nossa! Você não consegue calar essa sua boca por nem mesmo alguns segundos, Cauã? - indignou-se Artur.
- É, muito obrigado, seu tonto. Nós vamos retribuir este pequeno "favor" assim que tivermos chance. - terminou Rodrigo.
Cinco segundos depois o chefe passou andando pelo corredor com a habitual "cara amarrada" dele e foi incrível a rapidez com que todos se dispersaram. Bom, pelo menos jogamos no colo deles uma bomba que era exclusivamente nossa. Boa sorte nos argumentos da próxima vez.
Sindicação
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